top of page
Buscar
  • Foto do escritorRita Coitinho

Para um pequeno compêndio das alegrias da existência

Atualizado: 12 de jan. de 2021

1 - Como renascem as ideias


Quando criança o meu lugar favorito era a praia. Deve ser o lugar favorito de uns, sei lá, 98% das crianças que conhecem praia. Para além do mar, das conchinhas, dos buracos e castelos de areia, uma das coisas que eu mais gostava era de ver as gaivotas. Sempre que alguém vinha com aquela brincadeira de "se você fosse bicho, qual seria?", eu respondia na hora: "quero ser gaivota".

Claro, como alguém que vai à praia pode ignorar o vidão das gaivotas? Elas têm tudo! Passam o dia na areia, quando bate aquela fome dão umas voltas no céu (voar, já imaginou? Liberdade em forma de ação!), reparam nos peixes e... tchibum! Mergulham para apanhar o jantar. Daí ficam lá boiando, com a barriga cheia, o que aliás era a minha segunda coisa favorita de fazer na praia: boiar na água do mar.

Mas, que remédio? Eu fui obrigada a crescer e levar vida de gente adulta. Acabei me esquecendo um pouco dos meus planos de gaivota.

Até que um dia, numa das tantas vezes que levei meus filhos pequenos à praia, veio um deles correndo, o peitinho arfando, com aquela cara de que tinha tido uma ideia: "Mãe, mãe! Sabe que bicho eu quero ser? Quero ser gaivota!". Mas por que gaivota?, eu quis saber. "Porque ela tem tudo o que é bom: passa o dia na praia, pode voar, e ainda pode nadar no mar a hora que quiser!".

Emocionada, dei-lhe um abraço bem apertado, antes que saísse correndo em direção à água outra vez. De tanto querer, acabei gerando uma gaivota!



28 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

A Febre

bottom of page